Máquina mística da ascese poética
sonho, delírio e liberdade infinita da inocência lúcida

Resumo: O artigo procura analisar a obra (iniciada em 1968) de Leonardo Fróes – poeta brasileiro, ganhador do prêmio Jabuti de poesia em 1996 – a partir da idéia de que o escritor desenvolve uma estética da existência, em que a produção do texto está a serviço de uma ascese em busca da experiência mística sublime de um eu indeterminado. A proposta é que Fróes elabora uma máquina mística da poética ascética moderna, uma máquina de delirar e de tornar o delírio mesmo uma técnica de si, liberando e observando as agitações da alma não para refreá-las, nem para meramente nelas se perder. O caminho dessa ascese vislumbra um ideal de inocência que pratica a produção poética como uma grande brincadeira existencial e uma proximidade íntima com o sonho.

Palavras-chave: subjetividade, sublime, mística, sonho, poesia, loucura

Abstract: The essay analyzes Leonardo Fróes’ work (that begins in 1968) – he is a brazilian poet, winner of the Jabuti poetry prize in 1996 – throughout the idea that the writer develops an esthetics of the existence in which the text serves as an asceticism that looks for a sublime mystical experience of an indeterminate self. The attempt is to show that Fróes creates a mystic machine of the ascetical modern poetics, a delirious machine that makes delirious itself a self technic, observing and easing the agitations of the mind nor to stop them neither to simply be lost in them. This ascetical way sees an ideal of innocence that makes poetic production a great existential game and an intimate neighbourhood with dream.

Key words: subjectivity, sublime, mystic, dream, poetry, madness

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